Bicho da Madeira
Bicho da Madeira
Bicho da Madeira

BICHO DA MADEIRA

O termo  “bicho da madeira” é a expressão genérica usada para um certo número de insectos xilófagos que atacam quer as “Madeiras Duras” quer as “Madeiras Moles”. O ataque mais vulgar por um insecto xilófago é o do caruncho, que averba cerca de 75 % das infestações em edificios. É na fase de larva que estes Insectos perfuram e comem a Madeira.  Estas pragas podem atacar antiguidades preciosas e componentes estruturais dos edifícios. Existem uma incrível variedade de xilofagos que atacam as madeiras e algumas conseguem mesmo viver confortavelmente em madeira totalmente seca. As espécies mais comuns em Portugal são:

 

Caruncho Pequeno da Madeira - Anobium punctatum

Possuem o tórax arqueado e o corpo quase cilíndrico, o tórax forma uma espécie de protórax onde está situada a cabeça que se encontra quase escondida. Os adultos possuem asas, sendo este o seu meio de propagação. As larvas são curvadas, com rugas e pelos finos, são brancas e a sua parte traseira é mais grossa. As larvas ainda muito pequenas começam a escavar um túnel para o interior da madeira. O tempo de desenvolvimento das larvas é de 2-3 anos ou mais, dependendo da humidade, da temperatura e do tipo de madeira. Nos túneis de 1-2 mm de secção circular as larvas vão deixando os excrementos em forma de bolas pequenas, misturadas com partículas não digeridas da madeira, dando lugar a um tipo característico de serradura granulada que enche todo o túnel. A quantidade de água na madeira é um factor importante para o bom desenvolvimento da larva, uma vez que necessitam que a madeira esteja humedecida; inclusivamente se houver fungos presentes, aumenta a velocidade de desenvolvimento desta, por estes constituírem uma fonte de proteínas adicionadas à celulose da madeira.

 

 Caruncho Grande da Madeira - Hylotrupes bajulus

Este insecto possui antenas, tem uma cor escura quase preta, o corpo está coberto de pelos de cor clara e possuem asas que constituem o seu melhor meio de propagação. As larvas são de cor branca pálida e possuem duas mandíbulas rectas e escuras. Os ovos postos pela fêmea eclodem após duas semanas, introduzindo-se na madeira e alimentam-se do borne, sendo capazes de realizar a digestão da celulose e acelerando o seu desenvolvimento se a madeira estiver infestada por fungos. A larva quando está a roer emite um barulho característico.  Formam túneis ou galerias que estão cheios de serradura de cor amarela, sendo a saída dos túneis para o exterior em forma de ovo e com os rebordos ligeiramente gastos. Junto à serradura podem-se observar as fezes cilíndricas muito características do capricórnio.

 

Caruncho da Madeira - Nacerdes malamura

O seu comprimento é cerca de 7 a 14 mm, de cor castanho amarelado com pontos pretos nas asas coreáceas . Apresentam 3 estrias a todo o comprimento dos élitros. Os ovos são depositados na madeira húmida, em decomposição. As larvas perfuram a madeira durante cerca de 9 meses e depois emergem no Verão. As larvas requerem que a madeira seja constantemente molhada, para que os fungos decomponham as fibras da madeira. São duas fontes principais de infestação em edifícios – madeiras estruturais húmidas devido a infiltrações pela água das chuvas, e peças de madeira debaixo de fundações em betão armado, caminhos e circuitos de pedestres.

 

 

 


Caruncho da Madeira  - Lyctus brunneus

  

Lyctus brunneus são actualmente considerados como um dos insetos xilófagos mais perigosos devido ao dano que causam em madeiras trabalhadas. Eles são frequentemente encontrados em ambientes naturais, mas também em armazéns, museus, moradias ... onde infestam  móveis antigos, pavimentos e todo tipo de madeiras artesanais (molduras, vários objetos ...)

 

 

Térmita da Madeira Seca - Cryptotermes brevis

Esta espécie vive geralmente na madeira sã com baixo teor de humidade, onde se alimentam e fazem os seus ninhos. Não é necessário terem qualquer contacto com o solo para poderem viver, e assim podem destruir seriamente os objectos de madeira ainda que estes tenham mobilidade como é o caso dos móveis. Um macho e uma fêmea introduzem-se na madeira que escolheram como ninho, selando a entrada com um tampão. Por detrás deste tampão escavam uma câmara onde a rainha põem os primeiros ovos. As ninfas que saem desses ovos fazem o trabalho da colónia, convertendo-se posteriormente em soldados e reprodutores. Não existe uma casta de obreiras distinta como apresentam as térmitas subterrâneas. Durante a época de enxameação, as ninfas fazem furos redondos através dos quais as reprodutoras saem da madeira, e quando termina a saída, os furos são tapados da mesma forma que o da entrada inicial.  Estas térmitas provocam prejuízos grandes, uma vez que escavam grandes câmaras que conectam entre si por meio de túneis pequenos. As câmaras e túneis são mantidos limpos, pois os excrementos e outros resíduos são armazenados em câmaras que não são usadas ou são deitados para o exterior por pequenas aberturas na madeira.  A entrada destas térmitas na madeira é feita usualmente através de gretas ou aberturas na madeira por onde podem introduzir-se antes de perfurar a madeira.  Como podem viver na madeira sem contacto com o solo, estas térmitas são muitas vezes transportadas para outras áreas em móveis infestados e outros objectos de madeira. A térmita da madeira seca pode atacar qualquer produto de madeira, como estruturas, mobiliário e outros.

 

Térmita Subterrânea  - Coptotermes spp Queen

As térmitas subterrêas desenvolvem-se mediante uma metamorfose gradual, passando pelas etapas de ovo, produzido pelas castas reprodutoras primárias ou secundárias, até vários estádios ninfais, através de múltiplas mudas que se diferenciam finalmente nas diferentes castas. Existem quatro castas diferentes procedentes do desenvolvimento ninfal, estas são: rainha, obreiras,  soldados, reprodutoras primárias (com asas) e reprodutoras suplementares. O aparelho digestivo das térmitas está desenvolvido a tal ponto que as suas células digestivas são capazes de degradar a celulose contida na madeira, para fazer com que esta seja digerível. São insectos sociáveis. As obreiras e as ninfas das térmitas subterrâneas fazem uma  grande quantidade do trabalho da colónia, sendo elas as que produzem os maiores prejuízos para as construções, uma vez que ao terem as funções de ampliar o ninho e criar túneis acessórios, é necessário que mastiguem a madeira provocando então os tais prejuízos económicos consideráveis. Os soldados estão encarregados de defenderem a colónia contra os inimigos naturais. Não são capazes de se alimentar de madeira, pelo que, conjuntamente com as reprodutoras, são alimentados pelas obreiras. As castas reprodutoras possuem asas e durante certas épocas do ano, emergem da colónia em voos colonizadores. Durante o voo nupcial, um macho (rei) e uma fêmea (rainha) formam um par, eliminam as asas e constituem uma pequena câmara no solo. Posteriormente acasalam, a fêmea colocará ovos e criam a primeira geração de obreiras. No caso de não se dar este tipo de casta reprodutora primária, pelas mais diversas razões, irá desenvolver-se em maior número uma segunda e, em certas ocasiões, uma terceira casta reprodutora, a qual não é pigmentada e as asas não serão funcionais. É importante saber que cada colónia se comporta como individual e independente.

 

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